Importações de Carvão

As importações de carvão no ano de 2019, foram bastante consideráveis, deixando o produto como o 15º principal produto importado pelo Brasil no ano. O Carvão é considerado altamente poluente.

O carvão tem papel relevante dentro da matriz energética brasileira. Espírito Santo e Santa Catarina produzem carvão mineral, porém, a necessidade brasileira é bastante alta, o que faz com que o país importe em grande quantidade de outros países.

Importações de Carvão Mineral: Saiba mais

O carvão brasileiro disponível é conhecido como sendo de baixa qualidade, com baixo poder de aquecimento (devido a uma baixa concentração de carbono) e gerando uma alta quantidade de cinzas quando queimado. 

Com as importações de carvão de outros países para o Brasil, foram gastos em valores no ano de 2019, um total de US$ 2,9 bilhões. Em 2019, as importações de carvão acabaram sendo menores que os dois últimos anos, e em comparação ao ano de 2018, as importações do produto caíram em torno de 14,8%. 

Já no ano de 2020, o carvão aparece como o 16º principal produto importado, tendo queda de mais de 56% se for comparado ao mesmo período de 2019, e até junho deste ano foram gastos nas importações, um total de US$ 967 milhões.

De onde vem o Carvão importado pelo Brasil

Confira de onde vem o Carvão importado pelo Brasil

Países de Origem % Valor FOB US$
Estados Unidos 40 1,16 bilhão
Austrália 25 714 milhões
Colômbia 12 360 milhões
Rússia 10 302 milhões
Canadá 5,1 147 milhões
Moçambique 3,8 111 milhões
África do Sul 2,1 60 milhões

Fonte: ComexStat

Os Estados Unidos é a principal origem das importações de Carvão, correspondendo a 40% de todos os países de onde vem o carvão. Foram gastos nas importações vindas dos Estados Unidos um total de US$ 1,16 bilhão. Como segundo principal país de onde vem as importações de Carvão, aparece a Austrália, apesar da indústria do carvão australiana estar enfrentando uma de suas piores crises. Aparecem na nossa tabela também, países como Colômbia, Canadá e Rússia.

História do Carvão no Brasil

No Brasil, a história do carvão se inicia há cerca de 210 milhões de anos. Na época em que a crosta da terra ainda estava convulsionada por terremotos, vulcões, furacões, vendavais e maremotos. Estes fenômenos provocaram lentos ou violentos cisalhamentos e fizeram as montanhas e os limites costeiros separarem-se da África pelo Oceano Atlântico.

Naquelas épocas geológicas, árvores gigantes e toda sorte de vegetação crescia, formando grandes e espessas florestas, favorecidas pela atmosfera muito rica em CO2, permitindo a intensificação da função clorofiliana e o crescimento dos vegetais em um clima particularmente quente e úmido.

O carvão é então a parte celulósica da vegetação, transformada pelo tempo, pressão, bactérias e outros agentes anaeróbicos, em uma massa carbonosa.

Sucessivas formações de florestas e afundamentos podem ter ocorrido ao longo de milhares de anos em uma mesma região, e então, camadas e camadas de carvões diferentes serão encontradas.

A matéria vegetal flutuante pode ainda ter sido transportada pelos rios e acumulada no fundo dos lagos ou pântanos mais ou menos isolados, e, assim, bactérias carboníferas limitadas serão encontradas separadas umas das outras, a profundidades diferentes.

A ocorrência do carvão no Brasil encontra-se principalmente nos estados do Rio Grande do Sul (28 bilhões de toneladas), Santa Catarina (3,3 bilhões de toneladas) e Paraná (104 milhões de toneladas).

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Resumo

Sinara Bueno

Despachante Aduaneira, formada em Comércio Exterior e empreendedora. Apaixonada por criar e inovar no Comex! Trabalhou na área de importação e exportação de indústrias, consultorias de comércio exterior e, nos últimos anos, tem se dedicado aos sistemas para comex. É co-founder da Fazcomex Tecnologia para comércio exterior.

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