por Leandro Sprenger

21 Jan, 2026

Introdução às Novas Regras Fiscais para NFC-e e NF-e

A partir de 04 de maio de 2026, entram em vigor mudanças significativas nas regras de emissão de documentos fiscais eletrônicos no Brasil, especialmente para o varejo e operações que envolvam pessoas jurídicas (CNPJ).

Essas alterações, promovidas por ajustes do SINIEF e orientadas pelo CONFAZ, visam modernizar e alinhar os sistemas de emissão de notas com os novos padrões tributários nacionais.

Ainda que direcionadas ao varejo, as mudanças impactam diretamente também o setor de comércio exterior, especialmente em operações que envolvem consumidores internacionais e empresas importadoras ou exportadoras.

Entender essa nova estrutura é fundamental para evitar erros fiscais e garantir conformidade tributária no despacho de mercadorias para o exterior.

Quer saber mais a respeito deste assunto envolvendo NFC-e e NF-e? Então pegue o seu café e continue conosco neste texto de hoje!

Confira os seguintes tópicos:

  • Restrição de Uso da NFC-e: Implicações para Operadores de Comércio Exterior
  • Obrigatoriedade da NF-e em Vendas para Empresas
  • Impactos na Consolidação de Documentos Fiscais
  • Adequação de Sistemas para Rastreamento e Correios
  • Facilitação para Delivery com CNPJ
  • Questões Tributárias e Créditos Fiscais
  • Gestão de Dados Cadastrais e Compliance
  • Impactos Operacionais para Importadores e Exportadores
  • Caminhos para Adequação e Estratégia de Futuro
  • O que é o Siscomex?
  • Comércio Exterior o que é?
  • O que é Logística Internacional?

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Vamos lá? 😉
NFC-e e NF-e

Restrição de Uso da NFC-e: Implicações para Operadores de Comércio Exterior

Uma das mudanças mais relevantes diz respeito à Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e, modelo 65), que passa a ser destinada exclusivamente a pessoas físicas (CPF) e estrangeiros identificados por documento civil.

Isso significa que não será mais permitido emitir NFC-e em vendas a pessoas jurídicas (CNPJ), inclusive em operações de venda no varejo para empresas.

No contexto do comércio exterior, empresas que realizam vendas diretas a compradores empresariais ou representantes no Brasil devem passar a emitir exclusivamente a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e, modelo 55). Essa alteração tem impacto na logística de despacho aduaneiro, nos créditos tributários e no compliance fiscal internacional.

Obrigatoriedade da NF-e em Vendas para Empresas

Com a obrigatoriedade de emissão de NF-e para qualquer venda a CNPJ, o comércio exterior precisa ajustar seus sistemas de faturamento e integração fiscal.

Para empresas que operam como traders ou distribuidoras internacionais, isso representa a necessidade de garantir que cada venda a uma empresa brasileira esteja associada a uma NF-e corretamente transmitida e registrada no ambiente nacional.

Qualquer falha na emissão pode resultar em inconsistências no registro de entrada das mercadorias no Brasil, além de eventuais problemas com o despacho aduaneiro, tributos de importação e escrituração contábil.

Impactos na Consolidação de Documentos Fiscais

Outro ponto trazido nas comunicações anexadas é o fim do agrupamento de cupons fiscais e restrições quanto à emissão de NF-e que referencie uma NFC-e.

Para o comércio exterior, isso reforça a necessidade de controle individual de cada operação de venda, especialmente quando a mercadoria estrangeira é vendida em múltiplos lotes para diferentes CNPJs.

O sistema de faturamento deve estar preparado para processar cada transação de forma única, o que pode demandar investimentos em ERP, automação contábil e integração com sistemas tributários estaduais.

Adequação de Sistemas para Rastreamento e Correios

As mudanças também ampliam a integração de rastreio via Correios com o sistema da Secretaria da Fazenda. Para o comércio exterior, especialmente no modal de entrega internacional, essa integração automática de status (como “postado”, “entregue” ou “extraviado”) pode otimizar a conferência de entrada e saída de mercadorias.

Isso não só facilita o controle logístico, como também fortalece a transparência fiscal e tributária junto aos órgãos estaduais, reduzindo riscos de autuações fiscais em operações de entrega no destino final.

Facilitação para Delivery com CNPJ

Um dos pontos destacados nos comunicados é a criação de um modelo mais prático de DANFE (Documento Auxiliar da NF-e) para entregas a CNPJ.

No comércio exterior, onde operações de last mile (entrega final) tornam-se cada vez mais comuns em modelos de importação direta ao consumidor (D2C), esse ajuste pode trazer eficiência.

A possibilidade de emissão de DANFE simplificado para transporte atende melhor às exigências de clientes empresariais no Brasil, facilitando a comprovação da operação fiscal no destino final e evitando barreiras operacionais.

Questões Tributárias e Créditos Fiscais

A obrigatoriedade de NF-e para vendas a CNPJ garante ao adquirente empresarial o direito a créditos tributários, algo que não ocorre com a NFC-e.

Para o comércio exterior, isso significa que empresas brasileiras compradoras de mercadorias importadas poderão aproveitar melhor os créditos de ICMS e outros tributos quando a documentação fiscal estiver corretamente emitida em NF-e.

Isso reforça a importância de uma estratégia fiscal integrada entre os times de comércio exterior, contabilidade e tributário para otimizar os benefícios fiscais nas operações.

Gestão de Dados Cadastrais e Compliance

Outra recomendação reforçada nas imagens anexadas refere-se à manutenção de dados cadastrais atualizados, principalmente CNPJ e inscrição estadual dos compradores.

No comércio exterior, frequentemente lidando com diversos parceiros no Brasil, a assertividade desses dados é crucial para evitar falhas na emissão da NF-e e garantir a aceitação dos documentos fiscais nos sistemas eletrônicos estaduais.

A falta de atualização cadastral pode resultar em atrasos no faturamento, entraves na liberação aduaneira e implicações em compliance tributário.

Impactos Operacionais para Importadores e Exportadores

As alterações nas regras de emissão de NFC-e e NF-e trazem impactos diretos na rotina operacional de importadores e exportadores que vendem diretamente no varejo ou para empresas no mercado brasileiro.

Não apenas a emissão de documentos fiscais precisa ser aperfeiçoada, como também é essencial que as operações de faturamento, integração de sistemas e treinamento de equipes contemplem as mudanças.

Empresas internacionais que participam ativamente do comércio eletrônico com clientes brasileiros devem revisar seus processos para manter eficiência fiscal.

Caminhos para Adequação e Estratégia de Futuro

Diante dessas mudanças, a adoção de uma estratégia integrada de governança tributária e tecnológica é essencial. A implementação de sistemas robustos de emissão de NF-e, integração de rastreamento e controle logístico, bem como a revisão dos contratos com parceiros brasileiros, fortalece a conformidade e reduz riscos fiscais.

Para quem atua com comércio exterior, essas transformações representam uma oportunidade de alinhar práticas internas com as melhores exigências tributárias do Brasil, garantindo competitividade, segurança fiscal e excelência nos processos de importação e exportação.

O que é o Siscomex?

SISCOMEX é a sigla de Sistema Integrado de Comércio Exterior - é um instrumento informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior brasileiro.

O Sistema entrou em operação em 1993 com o módulo de Exportação e, em 1997, para as importações. Em 2014 foi lançado o Portal Único de Comércio Exterior.

Sem dúvida o Brasil inovou ao criar um fluxo único de informações na década de 90. Entretanto uma nova revisão se faz necessária atualmente. Dessa forma, desde 2014 iniciou-se o projeto do Portal Único de Comércio Exterior.

Comércio Exterior o que é?

Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles engloba uma série de procedimentos necessários para a sua execução.

O Comércio Exterior, aplicado carinhosamente como Comex, compreende vários termos, regras e normas nacionais das transações.

Estas regras são de âmbito nacional, criadas para disciplinar  e orientar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercadorias procedentes do exterior, no caso quando existe uma importação e a saída de mercadorias do território nacional, quando é uma exportação.

O que é Logística Internacional?

Logística Internacional é uma ferramenta fundamental para a expansão do comércio exterior, e deve ser utilizada de forma estratégica para diferencial competitivo nas negociações internacionais.

globalização tem tornado as empresas cada vez mais competitivas e com conceitos modernos aos seus procedimentos, negócios e produtos. Esse processo está integralmente ligado aos processos de compra, armazenagem e distribuição das mercadorias.

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O Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior.

Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles, engloba uma série de procedimentos.

Logística internacional é o conjunto de atividades de planejamento, execução e controle do fluxo de mercadorias e informações entre diferentes países. Ela abrange desde a movimentação de matérias-primas até a entrega final do produto, incluindo transporte

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