por Leandro Sprenger
Novas medidas tarifárias dos EUA preservam 46% das vendas brasileiras: saiba mais sobre
O recente modelo de tarifas adotado pelos Estados Unidos deve resguardar 46% dos bens brasileiros enviados ao mercado norte-americano. A informação foi divulgada no dia 24/02/2026 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Entre os produtos favorecidos estão as aeronaves, que agora passam a contar com imposto de importação zerado para entrada nos EUA.
Quer saber mais a respeito deste assunto envolvendo as tarifas dos Estados Unidos? Então pegue o seu café e continue conosco neste texto de hoje!
Confira os tópicos abordados a seguir:
- Decisão da Suprema Corte muda cenário comercial
- Aeronaves ganham destaque com tarifa zero
- Segmentos industriais fortalecidos
- Panorama do comércio bilateral
- Novo Processo de Exportação: O que é?
- O que é o Siscomex?
- Comércio Exterior o que é?
- O que é Logística Internacional?
Bora lá? 😉

Decisão da Suprema Corte muda cenário comercial
As alterações ocorreram após determinação da Suprema Corte dos Estados Unidos, que anulou as chamadas tarifas recíprocas implementadas durante a gestão do presidente Donald Trump.
Essas cobranças haviam sido estabelecidas com base em dispositivos legais voltados a situações de emergência nacional.
Conforme comunicado oficial, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, aproximadamente 46% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, o equivalente a US$ 17,5 bilhões, deixam de sofrer qualquer acréscimo tarifário.
Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a se enquadrar na tarifa global de 10%, instituída com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Esse percentual poderá alcançar 15%, dependendo de futuras deliberações do governo norte-americano.
Já 29% das vendas externas (US$ 10,9 bilhões) permanecem sujeitas às tarifas específicas previstas na chamada Seção 232. Esse mecanismo, aplicado de maneira uniforme a vários países sob justificativa de segurança nacional, inclui setores como aço e alumínio.
Antes dessas mudanças, cerca de 22% dos embarques brasileiros enfrentavam sobretaxas que podiam variar entre 40% e 50%.
Aeronaves ganham destaque com tarifa zero
Uma das modificações mais relevantes foi a retirada das aeronaves da lista de produtos impactados pelas novas tarifas. O setor passa a operar com alíquota zero, substituindo a tributação anterior de 10%.
De acordo com o Mdic, as aeronaves ocuparam a terceira posição entre os principais itens exportados pelo Brasil aos Estados Unidos em 2024 e 2025, destacando-se pelo alto valor agregado e pela forte incorporação tecnológica.
Segmentos industriais fortalecidos
Além do setor aeronáutico, o novo regime deve ampliar a competitividade de diversos ramos da indústria brasileira no mercado dos EUA.
Entre os segmentos contemplados estão:
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Máquinas e equipamentos
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Calçados
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Móveis
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Vestuário
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Madeira
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Produtos químicos
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Rochas ornamentais
Esses produtos deixam de arcar com tarifas que chegavam a 50% e passam a competir sob uma taxa uniforme de 10%, podendo eventualmente atingir 15%, aplicada de forma igualitária a todos os países.
No agronegócio, itens como pescados, mel, tabaco e café solúvel também deixam a alíquota de 50% e passam a se enquadrar na tarifa geral de 10% (ou possível 15%).
Panorama do comércio bilateral
Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos totalizou US$ 82,8 bilhões, representando crescimento de 2,2% em comparação com 2024.
As exportações brasileiras alcançaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.
O Mdic esclarece que as projeções foram calculadas com base nos embarques realizados aos Estados Unidos no ano anterior. Segundo o órgão, os números podem sofrer ajustes conforme critérios técnicos de classificação tarifária e conforme a destinação específica das mercadorias.
| Categoria | Valor (US$ bilhões) | Participação |
|---|---|---|
| Sem sobretaxas | 17,496 | 46% |
| Submetidos à tarifa de 10% (ou 15%) – Seção 122 | 9,248 | 25% |
| Sujeitos a tarifas setoriais (10% a 50%) – Seção 232 | 10,938 | 29% |
| Total geral | 37,682 | 100% |
Novo Processo de Exportação: O que é?
Atualmente, existem diferentes frentes de trabalho dentro do Programa Portal Único, envolvendo todo o governo brasileiro e contando com apoio e participação do setor privado.
Dentre essas iniciativas, merece destaque o desenvolvimento do Novo Processo de Exportação, concluído em 2016. Esse trabalho engloba o mapeamento dos processos atuais de exportação e a identificação de necessidades dos intervenientes públicos e privados para a criação de um fluxo contínuo de informações por meio do Portal Único.
Ou seja, podemos concluir que o Novo Processo de Exportação (NPE) promove um fluxo de informações mais eficiente e integração entre os intervenientes do comércio exterior públicos e privados.
Sua implementação se deu junto ao Portal Único do Comércio Exterior, Siscomex, pela Receita Federal Brasileira em conjunto ao SECEX e desde então vem otimizando os processos de comércio exterior, seja diminuindo o tempo necessário entre as etapas, como também reduzindo custos inerentes às operações, o que aumenta a competitividade brasileira frente ao mercado externo.
O que é o Siscomex?
O SISCOMEX é a sigla de Sistema Integrado de Comércio Exterior - é um instrumento informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior brasileiro.
O Sistema entrou em operação em 1993 com o módulo de Exportação e, em 1997, para as importações. Em 2014 foi lançado o Portal Único de Comércio Exterior.
Sem dúvida o Brasil inovou ao criar um fluxo único de informações na década de 90. Entretanto uma nova revisão se faz necessária atualmente. Dessa forma, desde 2014 iniciou-se o projeto do Portal Único de Comércio Exterior.
Comércio Exterior o que é?
Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles engloba uma série de procedimentos necessários para a sua execução.
O Comércio Exterior, aplicado carinhosamente como Comex, compreende vários termos, regras e normas nacionais das transações.
Estas regras são de âmbito nacional, criadas para disciplinar e orientar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercadorias procedentes do exterior, no caso quando existe uma importação e a saída de mercadorias do território nacional, quando é uma exportação.
O que é Logística Internacional?
A Logística Internacional é uma ferramenta fundamental para a expansão do comércio exterior, e deve ser utilizada de forma estratégica para diferencial competitivo nas negociações internacionais.
A globalização tem tornado as empresas cada vez mais competitivas e com conceitos modernos aos seus procedimentos, negócios e produtos. Esse processo está integralmente ligado aos processos de compra, armazenagem e distribuição das mercadorias.
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O Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior.
Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles, engloba uma série de procedimentos.
Logística internacional é o conjunto de atividades de planejamento, execução e controle do fluxo de mercadorias e informações entre diferentes países. Ela abrange desde a movimentação de matérias-primas até a entrega final do produto, incluindo transporte
O Novo Processo de Exportação (NPE) promove um fluxo de informações mais eficiente e integração entre os intervenientes do comércio exterior públicos e privados.
