Importações dos Países Baixos

A Holanda apareceu — mais uma vez — aqui em nosso blog. Hoje, falaremos sobre as importações dos Países Baixos, que estão sendo resumidas, pelo menos nos últimos dois anos, em indústria da transformação, indústria extrativa e agropecuária.

Para começar, vamos falar do pódio. Em 2019, ficou em 21º lugar no ranking de importações, tendo 1,21% de participação e, no primeiro semestre de 2020, caiu duas posições, ficando em 23º, com 0,8% de participação.

Agora que já introduzimos algumas coisas, acho que estamos prontos para enchermos uma xícara de café e vermos os principais produtos importados, balança comercial, economia e muito mais. Vamos aos fatos e dados do dia! (E se você estiver curioso para saber sobre as exportações brasileiras para os Países Baixos, basta ler o nosso artigo).

Importações dos Países Baixos: dados

Em 2019, os Países Baixos apresentaram uma receita de US$ 2.137,9 milhões, superando o ano anterior (2018) e tendo um acréscimo de 26,4%. No final das contas, o resultado foi de um superávit de US$ 7,988 milhões. Já em 2020, nos seis primeiros meses, as importações obtiveram um rendimento de US$ 647 milhões, uma queda de 30,9%, com relação ao mesmo período do ano antecessor. Ainda que o resultado não tenha sido tão animador, a boa notícia é que o superávit ainda é uma realidade e, até o momento, registra US$ 3.576,1 milhões de saldo. Até que não está tão ruim, vai.

Principais produtos importados dos Países Baixos

Agora, saindo um pouco dos números cardinais e como foram os dados das importações dos Países Baixos, vamos ver quais foram os principais produtos importados pelos Países Baixos para o Brasil. Em 2019, vemos que a ordem de relevância foi: indústria da transformação, indústria extrativa e agropecuária; em contrapartida, 2020 apresenta uma alteração na ordem, ficando indústria da transformação, agropecuária e indústria extrativa, respectivamente. Em ambos os anos a categoria “outros produtos” aparece só para dar um “oizinho”, mas todos os produtos estão abaixo de 0,037% de participação.

Para ilustrar melhor, dê uma olhada na tabela referente ao ano passado, 2019:

Produto

%

US$ FOB

1 Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) 38% 811 milhões
2 Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) 7,1% 1514 milhões
3 Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes 6,1% 130 milhões
4 Demais produtos – Indústria da Transformação 4,5% 97,0 milhões
5 Gás natural, liquefeito ou não 3,2% 67,7 milhões
6 Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários 2,5% 53,8 milhões
7 Outros produtos comestíveis e preparações 2,2% 46,8 milhões

Dados retirados de ComexStat – Análise de janeiro até dezembro de 2019.

Já em 2020, vemos que alguns produtos em específico ganharam mais espaço no mercado de importações, enquanto outros perderam. Abaixo, há uma ilustração de como ficou o quadro de produtos importados no primeiro semestre.

Imagem: Reprodução

Economia Países Baixos

A Holanda é a sexta maior potência econômica da Europa e o quinto maior exportador de mercadorias. Nos últimos dois anos, a recuperação na Europa tem permitido que a economia cresça em um um ritmo dinâmico e, apesar de um ciclo de negócios em amadurecimento, o crescimento do país permaneceu resiliente em 2019, com 1,8% do PIB. Os principais propulsores do crescimento são a demanda interna e as exportações, porém, a incerteza do comércio a nível mundial e os baixos investimentos em negócios, deverão contribuir para uma desaceleração moderada da economia holandesa, com uma projeção de 1,6% e 1,5% para 2020 e 2021, respectivamente.

Nos últimos anos a política fiscal do governo tem sido expansionista, apesar das finanças públicas holandesas permanecerem sólidas: em 2019, a balança comercial foi estimada em 1,5% do PIB pela Comissão Europeia, pois os gastos governamentais mais altos foram compensados por maiores receitas tributárias (especialmente para impostos indiretos). Um aumento adicional das despesas do governo deve levar a um superávit menor de 0,5% em 2020. A inflação aumentou em 2019, alcançando 2,5%, impulsionada pelo aumento da redução dos impostos sobre o IVA e do aumento dos salários, porém se espera um retorno aos níveis normais para cerca de 1,6% neste ano. O governo está planejando aumentar os gastos nos setores de pensões e mudanças climáticas, bem como infraestrutura e habitação. O futuro das negociações do Bréxit também pode ter um impacto sobre as perspectivas do comércio holandês.

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Resumo

Sinara Bueno

Despachante Aduaneira, formada em Comércio Exterior e empreendedora. Apaixonada por criar e inovar no Comex! Trabalhou na área de importação e exportação de indústrias, consultorias de comércio exterior e, nos últimos anos, tem se dedicado aos sistemas para comex.

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