O que acontece se a Ucrânia vencer a Guerra contra a Rússia?

O artigo de hoje vai abordar um tema extremamente importante para as relações globais. Trata-se dos ataques da Rússia à Ucrânia. Entenda quais os objetivos do país russo, bem como as consequências desses ataques contra o país ucraniano e os reflexos no Comércio Exterior. O que acontece se a Ucrânia vencer a Guerra contra a Rússia?

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A resistência da Ucrânia frente a Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “não tem chance” de vencer a guerra com a Ucrânia. Ele também exaltou civis que estão enfrentando tropas russas nas ruas. Em mensagem nas redes sociais, Kuleba compartilhou imagens de cidadãos ucranianos tentando bloquear a passagem de soldados da Rússia na cidade de Energodar. “Esta é uma verdadeira Guerra Popular para a Ucrânia”.

Em Enerhodar, no sul da Ucrânia, moradores usaram até caminhões de lixo para bloquear uma rodovia e tentar impedir a entrada de tropas russas na cidade. A região abriga a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior unidade energética da Europa. Pouco tempo após o bloqueio, vídeos publicados nas redes sociais mostram as tropas russas investindo contra civis.

Contudo, se olharmos para o prisma da comunicação, o cenário é diferente. Se quando o conflito começou havia a narrativa do homem forte que era Putin, esta foi entretanto substituída pelo Zelensky, o presidente ucraniano que se recusa a fugir. Volodymyr Zelensky conseguiu projetar-se como um verdadeiro líder, atualmente conseguiu o respeito tanto a nível nacional como internacional. Porém ainda sem a ajuda militar que já pronunciou a necessidade dos ucranianos por apoio de outras nações.

Caso a Ucrânia venha a vencer a Guerra contra a Rússia, o que se espera é que o país reerga-se diante de tantas mortes, bem como a intenção do país em entrar para a OTAN.

Ataques da Rússia à Ucrânia

A Ucrânia enfrenta uma invasão militar lançada por Vladimir Putin desde quinta-feira, com bombardeamentos e combates em várias cidades, incluindo a capital ucraniana, Kiev.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar e desnazificar” o seu vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender.

A Guerra entre Rússia e Ucrânia

A invasão russa à Ucrânia tem como um de seus principais panos de fundo os temores da Rússia com o avanço da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no leste da Europa.

Desde o fim da União Soviética (URSS), em 1991, a aliança militar encabeçada por Estados Unidos e Europa incorporou 13 países da região aos seus membros, entre eles as ex-repúblicas soviéticas EstôniaLituânia e Letônia. A Ucrânia é atualmente um “país-associado” à Otan, o que significa que pode se unir à organização no futuro.

Para o governo russo, a inclusão de seus vizinhos na aliança é uma tentativa dos americanos e das potências europeias de cercar seu território, o que configuraria uma ameaça à Rússia.

👉 Leia também o nosso artigo sobre as Importações da Rússia!

Qual a responsabilidade da Otan na atual invasão da Ucrânia pela Rússia?

A expansão da aliança militar pelos países do antigo bloco comunista ajudou a manter a paz. Porém, para a Rússia, a presença da Otan no leste europeu é uma das principais ameaças ao país. Os russos afirmam que os Estados Unidos e a Europa Ocidental utilizam a aliança para cercar a Rússia e quer que a organização cesse suas atividades militares no Leste Europeu.

O presidente russo Vladimir Putin teme ainda que, no caso de uma aliança com a Ucrânia, a nação vizinha sirva de base para o eventual lançamento de mísseis contra a Rússia.

Desde o começo, a Otan tem se posicionado a favor da Ucrânia. Em resposta às movimentações do governo russo, a organização colocou instalações militares em alerta e reforçou sua presença no Leste europeu com navios de guerra e caça.

👉 Confira o nosso artigo sobre Importância da OTAN para as relações dos países!

Sanções à Rússia: Entenda mais sobre

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, na quinta-feira (24/02), muitos países anunciaram sanções internacionais contra o país liderado por Vladimir Putin. De forma geral, a medidas visam isolar a Rússia do mercado global, controlar de forma rigorosa a exportação e impactar diretamente o acesso do país à tecnologia de ponta.

👉 Entre as principais restrições, a retirada de sete grandes bancos do chamado sistema Swift gera reflexos imediatos para os meios de pagamento em operações internacionais com a Rússia. As sanções funcionam como grandes barreiras para reduzir o fluxo de comércio com os parceiros da Rússia. O objetivo econômico é fazer com que a Rússia perca espaço no ambiente internacional.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (02/03) uma ampliação das sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia. Desta vez, as medidas devem afetar empresas que atuam no setor de Defesa do país euroasiático. Além disso, serão impostas restrições às importações de bens tecnológicos do principal aliado russo, a Bielorrússia, cujo território tem sido usado pelas Forças Armadas da Rússia em ataques contra alvos ucranianos.

👉 Leia o nosso artigo O que acontece se a Rússia vencer a Guerra contra a Ucrânia!

Impactos no Comércio Exterior

Em uma estratégia de isolamento da Rússia na sequência a invasão à Ucrânia, que motivou um êxodo de companhias ocidentais, as duas maiores empresas de transporte marítimo no mundo (Maersk e MSC Cargo) anunciaram a suspensão de serviços na Rússia nesta terça-feira (01/03). A dinamarquesa Maersk, gigante em transporte marítimo global, confirmou a suspensão temporária de toda a movimentação de contêineres.

Também a suíça MSC Cargo, maior empresa global de transporte de contêineres marítimos em capacidade, disse em comunicado a clientes que a partir desta terça-feira adotou uma “parada temporária em todas as reservas de carga de e para a Rússia.

Dificuldades no transporte para a Rússia

As suspensões do transporte marítimo são apenas mais uma das barreiras enfrentadas pelo comércio exterior russo. Com a entrada em vigor de sanções dos países europeus e dos Estados Unidos, a Rússia foi praticamente desconectada do sistema financeiro global, e passa a enfrentar dificuldades para pagar e receber do exterior.

A decisão das empresas também pode gerar novas dificuldades a toda a cadeia global de suprimentos, já comprometida pela pandemia, o que resultou em problemas de fornecimento e alta de preços ao redor do mundo.

👉 Você conhece os dados sobre as Importações da Ucrânia? Se ainda não, confira nosso texto sobre este assunto!

Swift Rússia: Bancos excluídos do Swift

Embora a UE tenha barrado os bancos russos, o bloco político-econômico poupou dois estabelecimentos ligados à venda de hidrocarbonetos. Serão desligados o VTB, o segundo maior banco da Rússia, o Bank Otkritie, o Novicombank (financiamento industrial), o Promsvyazbank, o Rossiya Bank, o Sovcombank e o VEB (banco de desenvolvimento do regime).

👉 O Sberbank, o maior credor da Rússia, e o Gazprombank não foram incluídos na lista porque são os principais canais para pagamentos de petróleo e gás russos. Os países da União Europeia seguem comprando os materiais.

A UE disse que não é possível simplesmente permitir transações relacionadas à energia e excluir outras, pois o Swift não consegue diferenciar os tipos de pagamentos. Ela acrescentou que estes dois bancos estão, no entanto, sujeitos a outras medidas.

União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá agiram no sábado para bloquear certos bancos russos do Swift, embora não tenham dito naquele momento quais credores seriam atingidos.

Consequências para a Rússia sem o Swift

A exclusão significa um retrocesso para a economia russa. Isso porque o país terá agora de negociar diretamente o sistema de pagamento com o parceiro comercial, seja por e-mail, telefone ou por um sistema próprio.

Para exemplificar, a Rússia é um grande comprador de carne do Brasil. Então, sem o Swift, eles terão que fazer pagamentos de banco a banco. Esse processo será muito mais complicado.

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Resumo

O que tema a Rússia contra a Ucrânia?

O presidente russo Vladimir Putin teme que, no caso de uma aliança da OTAN com a Ucrânia, a nação vizinha sirva de base para o eventual lançamento de mísseis contra a Rússia.

Sinara Bueno

Despachante Aduaneira, formada em Comércio Exterior e empreendedora. Apaixonada por criar e inovar no Comex! Trabalhou na área de importação e exportação de indústrias, consultorias de comércio exterior e, nos últimos anos, tem se dedicado aos sistemas para comex. É co-founder da Fazcomex Tecnologia para comércio exterior.

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