por Leandro Sprenger

16 Mar, 2026

Governo acende o alerta e eleva taxa de importação sobre 1.200 itens: entenda

O governo federal optou por aumentar o tributo de importação de mais de 1.200 mercadorias, em uma iniciativa voltada sobretudo a máquinas, equipamentos industriais e produtos de tecnologia. Internamente, a decisão é interpretada como uma reação ao crescimento das compras externas e à redução de participação da indústria brasileira no mercado.

Quer saber mais a respeito deste assunto envolvendo a taxação das importações? Então pegue o seu café e continue conosco neste texto de hoje!

Confira os seguintes tópicos:

  • Taxação sobre 1200 produtos: entenda
  • Setores mais afetados pela taxação
  • O que é o Novo Processo de Importação (NPI)?
  • O que é o Siscomex?
  • Comércio Exterior o que é?
  • O que é Logística Internacional?

Bora lá? 😉
taxa de importação

Taxação sobre 1200 produtos: entenda

As alterações foram oficializadas por meio da resolução Gecex nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, abrangendo 1.252 códigos de produtos que passam a ter novas alíquotas, válidas a partir de fevereiro e março deste ano.

A resposta mais contundente partiu principalmente de organizações ligadas ao segmento de tecnologia, que depende amplamente de peças, componentes e equipamentos vindos do exterior.

Produtos como servidores de processamento de dados, switches, roteadores e outros dispositivos tecnológicos tiveram suas taxas de importação reajustadas para cima.

“Essa iniciativa não impacta somente o setor de tecnologia, mas toda a economia do país, já que a tecnologia da informação se tornou a base estrutural que sustenta e viabiliza as demais atividades econômicas”, afirmou a Associação Brasileira das Empresas de Software em comunicado.

A medida surge em um contexto em que o governo entende que a expansão das importações passou a configurar um risco estrutural para a indústria nacional.

Em 2025, as aquisições externas de bens de capital e tecnologia alcançaram aproximadamente US$ 75 bilhões, registrando avanço significativo nos últimos anos.

Dentro da equipe econômica, a avaliação é de que o Brasil vive um processo de maior dependência de produtos estrangeiros, sobretudo em áreas que exigem alto nível de tecnologia e investimento.

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda classificou essa tendência como uma ameaça à base produtiva do país e defendeu a recomposição das tarifas como forma de evitar a perda de capacidade industrial.

Conforme o documento, os produtos importados já correspondem a cerca de 45% do consumo de máquinas e equipamentos no Brasil e a mais de 50% dos itens de informática e telecomunicações, patamares considerados elevados para uma economia do tamanho brasileiro.

A expectativa é de que o ajuste tarifário contribua para “reorganizar os preços relativos” entre mercadorias nacionais e estrangeiras, incentivando novos aportes na indústria local.

Até então, uma parcela significativa desses itens ingressava no país com imposto bastante reduzido ou até zerado, especialmente por meio de cortes tarifários e regimes diferenciados.

Em determinadas situações, máquinas e equipamentos contavam com alíquota de 0% ou inferior a 7%, o que tornava a importação mais barata e aumentava a competitividade de fornecedores internacionais frente aos fabricantes brasileiros.

Com as mudanças, as tarifas passam a se concentrar em faixas próximas de 7%, 12,6% e 20%, substituindo o modelo anterior, caracterizado por diversos produtos com imposto zero ou percentuais menores.

Setores mais afetados pela taxação

O impacto tende a ser mais intenso em segmentos que demandam grandes investimentos, como mineração, petróleo e gás, energia, infraestrutura e agronegócio, todos altamente dependentes de equipamentos importados.

Ainda assim, o governo projeta que o reflexo sobre a inflação deve ser contido, já que os itens atingidos são majoritariamente bens de produção, e não produtos destinados ao consumidor final.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de política industrial voltada ao fortalecimento da fabricação interna de máquinas e tecnologias, alinhada às metas da Nova Indústria Brasil.

Na visão de técnicos do governo, a decisão acompanha um movimento global, no qual países desenvolvidos e emergentes vêm adotando tarifas e políticas industriais para resguardar setores considerados estratégicos.

“Vale destacar que essa proposta está em sintonia com o cenário internacional. Diversos países ampliaram a proteção setorial ou aplicaram medidas comerciais em subgrupos de máquinas, demonstrando que instrumentos tarifários seguem sendo utilizados para enfrentar choques externos e práticas de dumping”, afirma a nota técnica da Fazenda.

Apesar do aumento das alíquotas, permanecem exceções relevantes para bens que não possuem fabricação nacional, sobretudo por meio de mecanismos como o ex-tarifário e regimes especiais de importação.

Esses dispositivos possibilitam reduzir ou até eliminar o imposto de importação para máquinas e equipamentos considerados essenciais a projetos produtivos, o que tende a suavizar o efeito prático das novas taxas sobre iniciativas industriais e obras de infraestrutura.

Também continuam em vigor regimes específicos utilizados por setores com alta intensidade de investimento, como petróleo e gás, mineração e indústria exportadora, incluindo instrumentos como Repetro, Recof e drawback, que diminuem a carga tributária incidente sobre equipamentos importados.

Na prática, tais exceções atuam como um mecanismo de equilíbrio, permitindo reforçar a proteção à indústria brasileira sem comprometer investimentos que dependem de tecnologia proveniente do exterior.

O que é o Novo Processo de Importação (NPI)?

Novo Processo de Importação (NPI) é um projeto coordenado pelo Governo Federal que tem como propósito modernizar, digitalizar e integrar as etapas relacionadas à entrada de produtos no Brasil.

Entre os principais elementos que compõem o NPI estão:

  • Declaração Única de Importação (Duimp)

  • Catálogo de Produtos e Atributos

  • Integração entre os órgãos responsáveis pela anuência das operações

O grande objetivo é reduzir entraves burocráticosaumentar a clareza dos processosreforçar a segurança nas transações e tornar o comércio exterior mais ágil e competitivo.

O que é o Siscomex?

E-book Módulo Classif do Portal Único Siscomex

SISCOMEX é a sigla de Sistema Integrado de Comércio Exterior - é um instrumento informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior brasileiro.

O Sistema entrou em operação em 1993 com o módulo de Exportação e, em 1997, para as importações. Em 2014 foi lançado o Portal Único de Comércio Exterior.

Sem dúvida o Brasil inovou ao criar um fluxo único de informações na década de 90. Entretanto uma nova revisão se faz necessária atualmente. Dessa forma, desde 2014 iniciou-se o projeto do Portal Único de Comércio Exterior.

Comércio Exterior o que é?

Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles engloba uma série de procedimentos necessários para a sua execução.

O Comércio Exterior, aplicado carinhosamente como Comex, compreende vários termos, regras e normas nacionais das transações.

Estas regras são de âmbito nacional, criadas para disciplinar  e orientar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercadorias procedentes do exterior, no caso quando existe uma importação e a saída de mercadorias do território nacional, quando é uma exportação.

O que é Logística Internacional?

E-book Atributos Do NPI: Tudo que você precisa saber

Logística Internacional é uma ferramenta fundamental para a expansão do comércio exterior, e deve ser utilizada de forma estratégica para diferencial competitivo nas negociações internacionais.

globalização tem tornado as empresas cada vez mais competitivas e com conceitos modernos aos seus procedimentos, negócios e produtos. Esse processo está integralmente ligado aos processos de compra, armazenagem e distribuição das mercadorias.

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O Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior.

A importação de um bem ou produto, é o ato de um país comprar mercadorias ou produtos originados de outro país. Ou seja, os produtos são fabricados em outros países e comprados pelo Brasil ou qualquer outro país, por exemplo.

Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles, engloba uma série de procedimentos.

Logística internacional é o conjunto de atividades de planejamento, execução e controle do fluxo de mercadorias e informações entre diferentes países. Ela abrange desde a movimentação de matérias-primas até a entrega final do produto, incluindo transporte

O Novo Processo de Importação (NPI) é um projeto coordenado pelo Governo Federal que tem como propósito modernizar, digitalizar e integrar as etapas relacionadas à entrada de produtos no Brasil.

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