por Leandro Sprenger
Brasil pode importar menos fertilizantes em 2026, apesar da expansão da área agrícola: saiba mais sobre
Mesmo com a previsão de aumento da área cultivada na safra 2026/27, o Brasil poderá registrar uma queda superior a 10% nas importações de fertilizantes em 2026. A expectativa é que o país encerre o ano com compras externas entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas, resultado semelhante ao observado em 2023 e abaixo do recorde de 45,5 milhões de toneladas registrado em 2025.
Os dados indicam que a alta dos preços dos fertilizantes vem influenciando o comportamento dos agricultores e suas decisões relacionadas à utilização dos insumos.
Para a temporada 2026/27, a área cultivada brasileira deve chegar próxima de 85 milhões de hectares, contra aproximadamente 84 milhões de hectares no ciclo anterior. Mesmo com esse crescimento, a demanda por fertilizantes não deverá avançar na mesma proporção.
Quer saber mais a respeiro deste assunto envolvendo a importação de fertilizantes? Então pegue o seu café e continue conosco neste texto de hoje!
Confira os tópicos abordados no texto de hoje:
- Dependência do mercado externo
- Alta dos preços muda estratégias no campo
- De onde vem os Adubos e Fertilizantes importados pelo Brasil
- O que é o Siscomex?
- O que é o Novo Processo de Importação (NPI)
- Comércio Exterior o que é?
- O que é Logística Internacional?
Vamos lá? 😉

Dependência do mercado externo
O cenário ganha relevância devido à forte participação das importações no abastecimento nacional. Atualmente, aproximadamente 80% a 85% dos fertilizantes utilizados no Brasil vêm do exterior. Dessa forma, mudanças nos preços internacionais podem ter impacto direto sobre os custos enfrentados pelos produtores.
Até setembro, os números parciais apresentados indicavam a entrada de cerca de 27 milhões de toneladas de fertilizantes no país. Para que a estimativa anual de 40 milhões a 41 milhões de toneladas seja alcançada, será necessário manter, nos meses restantes de 2026, um ritmo de compras externas próximo daquele registrado no mesmo período de 2025.
Alta dos preços muda estratégias no campo
Entre os fatores relacionados à possível redução das importações está o aumento dos preços dos fertilizantes. As instabilidades geopolíticas e os conflitos internacionais vêm afetando o mercado de insumos agrícolas, elevando as despesas dos produtores.
Com custos maiores, agricultores procuram maneiras de preservar as margens da atividade sem comprometer o desempenho das lavouras. Uma das possibilidades é rever a quantidade de fertilizantes utilizada e buscar métodos que aumentem a eficiência na aplicação dos nutrientes.
Nesse contexto, a adubação em taxa variável aparece como uma ferramenta de agricultura de precisão. A tecnologia permite modificar a quantidade de fertilizante aplicada conforme as características e necessidades de diferentes pontos da propriedade.
Outro recurso importante é a análise do solo. Por meio dela, o produtor consegue identificar as condições de fertilidade de cada área e determinar quais nutrientes são necessários, além de estabelecer doses mais adequadas de aplicação.
Essa abordagem pode contribuir para diminuir o desperdício e direcionar melhor os recursos investidos na lavoura. Em vez de reduzir a adubação de maneira uniforme em toda a propriedade, o agricultor pode concentrar os insumos onde eles são efetivamente necessários.
A perspectiva para o fim de 2026 é, portanto, de crescimento da área cultivada acompanhado por uma redução relevante no volume de fertilizantes importados em relação ao ano anterior. O cenário reflete tanto a pressão exercida pelos custos dos insumos quanto a necessidade de ampliar a eficiência no uso da adubação.
De onde vem os Adubos e Fertilizantes importados pelo Brasil
A seguir confira quais os principais países de onde o Brasil importou Adubos e Fertilizantes nos últimos anos
| Países de Origem | % | Valor FOB US$ | |
| 1º | Rússia | 23 | 3,5 bilhões |
| 2º | China | 14 | 2,1 bilhões |
| 3º | Marrocos | 11 | 1,59 bilhão |
| 4º | Canadá | 9,8 | 1,48 bilhão |
| 5º | Estados Unidos | 5,6 | 853 milhões |
| 6º | Catar | 4,6 | 692 milhões |
| 7º | Bielorrússia | 3,4 | 508 milhões |
| 8º | Arábia Saudita | 3,1 | 465 milhões |
| 9º | Argélia | 2,9 | 433 milhões |
| 10º | Alemanha | 2,8 | 428 milhões |
Fonte: ComexStat
O que é o Siscomex?
O SISCOMEX é a sigla de Sistema Integrado de Comércio Exterior - é um instrumento informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior brasileiro.
O Sistema entrou em operação em 1993 com o módulo de Exportação e, em 1997, para as importações. Em 2014 foi lançado o Portal Único de Comércio Exterior.
Sem dúvida o Brasil inovou ao criar um fluxo único de informações na década de 90. Entretanto uma nova revisão se faz necessária atualmente. Dessa forma, desde 2014 iniciou-se o projeto do Portal Único de Comércio Exterior.
O que é o Novo Processo de Importação (NPI)
O Novo Processo de Importação, ou simplesmente NPI é o Projeto do Governo de reestruturação, simplificação e desburocratização das Importações Brasileiras. O Portal Siscomex é um dos instrumentos do NPI, no qual temos uma reestruturação de documentos eletrônicos tais como: a DUIMP, o Catálogo de Produtos, LPCO e outros.
👉 Mas não ficando só nisso, e passando também por mapeamento, reestruturação de normas, processos e legislações.
Comércio Exterior o que é?
Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles engloba uma série de procedimentos necessários para a sua execução.
O Comércio Exterior, aplicado carinhosamente como Comex, compreende vários termos, regras e normas nacionais das transações.
Estas regras são de âmbito nacional, criadas para disciplinar e orientar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercadorias procedentes do exterior, no caso quando existe uma importação e a saída de mercadorias do território nacional, quando é uma exportação.
O que é Logística Internacional?
A Logística Internacional é uma ferramenta fundamental para a expansão do comércio exterior, e deve ser utilizada de forma estratégica para diferencial competitivo nas negociações internacionais.
A globalização tem tornado as empresas cada vez mais competitivas e com conceitos modernos aos seus procedimentos, negócios e produtos. Esse processo está integralmente ligado aos processos de compra, armazenagem e distribuição das mercadorias.
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O Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior.
A importação de um bem ou produto, é o ato de um país comprar mercadorias ou produtos originados de outro país. Ou seja, os produtos são fabricados em outros países e comprados pelo Brasil ou qualquer outro país, por exemplo.
Logística internacional é o conjunto de atividades de planejamento, execução e controle do fluxo de mercadorias e informações entre diferentes países. Ela abrange desde a movimentação de matérias-primas até a entrega final do produto, incluindo transporte
Comércio exterior é a troca de produtos ou serviços entre um país e outro. Quando falando de Compra de produtos, é a Importação e quando falamos em vendas de produtos, é a exportação, cada um deles, engloba uma série de procedimentos.


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