Exportações de Rondônia

Localizada ao norte do Brasil, a Rondônia terá suas exportações pautadas hoje em nosso blog. Em 2019, o estado que faz fronteira com o Amazonas, Mato Grosso, Acre e Bolívia, ficou em 16º lugar no ranking dos estados exportadores do Brasil, tendo 0,6% de participação e arrecadando US$ 1.303,9 milhões.

Embora os rondonienses tenham destaque por serem o segundo maior produtor de cassiterita do Brasil (minério de estanho), as suas exportações são regidas pela indústria da transformação e agropecuária, com aposta em produtos como carne de soja e gado, por exemplo.

Agora, vamos conhecer um pouco mais sobre os rondonianos. Pegue o seu café e vamos aos fatos e dados!

Exportações de Rondônia: dados

A balança comercial de Rondônia, em 2019, fechou com um superávit de US$ 330,5 milhões, o que indica que houve mais exportações do que importações. Entre os seus principais parceiros comerciais, podemos ver Hong Kong, Egito, Chile, Países Baixos (Holanda), China, Espanha e Turquia, respectivamente. 

Destino dos produtos exportados por Rondônia (Janeiro até dezembro de 2019)

Já em 2020, os Países Baixos (17%) desbancaram Hong Kong (13%), ficando em primeiro lugar no ranking, seguido da China (11%), Espanha (7,1%), Egito (7,1%) e Chile (6,2%). Nos cinco primeiros meses desse mesmo ano, foram arrecadados US$  673,9 milhões, houve 0,8% de participação nas vendas e o superávit permaneceu.

Principais produtos exportados por Rondônia

No ano passado, 2019, os setores agro e transformação dominaram os produtos exportados, ficando, respectivamente: 

  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada
  • Soja
  • Madeira, parcialmente trabalhada e dormentes de madeira
  • Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados)
  • Estanho

 

1) Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada

Em 2019, Rondônia apostou em aumentar o volume de exportações de gado. Atualmente, possui um rebanho de bovinos e bubalinos de 13.972.394 cabeças, distribuídos por 5.860.878 hectares (fonte: BeefPoint). Nos últimos tempos, a pecuária rondoniana passou por uma fase de avanço, a qual reflete nos dias atuais. A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada teve 46% de participação, arrecadando US$ FOB 594 milhões.

Já em 2020, nos cinco primeiros meses, o produto continuou liderando, mas com uma baixa de 0,2% de participação; até o momento, foram arrecadados US$ FOB 297 milhões.

2) Soja

O potencial agrícola de Rondônia — quando falamos em soja — é surpreendente. Em números, o saldo, no ano passado, foi de US$ FOB 386 milhões, o que deixa em 30% de participação. Atualmente, houve um crescimento nas exportações, chegando em 42% de participação e totalizando US$ FOB 285 milhões. A soja é um dos principais produtos exportados pelo Brasil

3) Madeira, parcialmente trabalhada e dormentes de madeira

No ano passado, a madeira, parcialmente trabalhada e dormentes de madeira teve 4,7% de participação, resultando em US$ FOB 61,7 milhões. Dois mil e vinte chegou e trouxe uma queda nos números do produto, que passaram a ter 3,3% de participação e, até o momento, US$ FOB 22,3 milhões.

Em maio de 2020, fiscais ambientais iniciaram a Operação Verde Brasil 2, investigando uma possível extração irregular de madeira no território rondoniense. 

4) Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados)

O ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) teve uma baixa abundante, saindo de 4,6% de participação e US$ FOB 59,5 milhões, para 1,5% e US$ FOB 10,3 milhões. 

5) Estanho

Por fim, o estanho. Em 2019, US$ 45,6 milhões era o valor acumulado pela exportação do produto, tendo 3,5% de participação. Já atualmente, a queda foi tão grande que nem aparece mais no ranking. Embora o estado se orgulhe de ser um dos principais produtores de um minério de estanho, a Cassiterita, o ano não foi muito bom no quesito exportação do produto.

No geral, além dos cinco principais produtos exportados, encontramos matéria bruta de animais, demais produtos da indústria da transformação, entre outros. 

Exportações de Rondônia: fatos

Um ícone da história da importação de Rondônia é a estrada de ferro Madeira-Mamoré. Em 1907, foi criada com a finalidade de transportar borracha e outras diversas mercadorias. Conhecida por “Ferrovia da Morte” e “Ferroviária do Diabo”, a construção do trajeto foi muito conturbado, tendo desde condições de trabalho precárias ao extremo até problemas sanitários, o que resultou em muitas mortes de trabalhadores. Durante uma visita de Oswaldo Cruz, famoso sanitarista, escreveu uma carta para seu amigo, Salles Guerra, a qual é possível perceber o real problema enfrentado na construção, tendo seus apelidos condizentes com a situação:

“Meu caro, isto aqui é de impressionar. A cifra de impaludismo é colossal, mas isto não assusta: só cede a doses cavalares de quinina, mas cede […] o que impressiona é o beribéri, não pela quantidade, que é relativamente muito pequena, mas pela qualidade. Há ataques quase primitivos de pneumogastrite […] trazendo a morte no meio da mais trágica agonia. É um espetáculo tétrico […]. O que mais zomba de tudo é a pneumonia lombar, matando 60% dos atacados que, em regra, são rapazes vigorosos e fortes.”

Oswaldo Cruz em carta para Salles Guerra.

No fim de tudo, a ferrovia criada para facilitar as exportações de borracha acabou por entrar em decadência, encerrando suas atividades na década de 30.

2021: Exportações e Importações Brasileiras 

No ano de 2021, até o mês de Novembro, o Brasil totalizou um valor corrente de negociações no comércio exterior de US$ Milhões 454.996,8. 

Sendo US$ Milhões 256.028,3 de exportações, e US$ Milhões 198.968,5. Gerando um superávit de US$ Milhões 57.059,8.

O produto mais importado no ano de 2021 foi o “Adubos ou Fertilizantes Químicos”.

Quanto ao produto mais exportado no ano foi  “Minério de Ferro e seus concentrados” conforme dados do ComexStat.

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Resumo

Sinara Bueno

Despachante Aduaneira, formada em Comércio Exterior e empreendedora. Apaixonada por criar e inovar no Comex! Trabalhou na área de importação e exportação de indústrias, consultorias de comércio exterior e, nos últimos anos, tem se dedicado aos sistemas para comex. É co-founder da Fazcomex Tecnologia para comércio exterior.

Tenha o roteiro de elaboração da DU-E em mãos!

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