Exportações para a Bolívia

Falaremos hoje novamente de um país latino-americano, a pauta são as exportações para a BolíviaRecentemente, falamos sobre as Importações da Bolívia.

A Bolívia faz fronteira com o Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru. Recentemente, a nação ficou popular devido aos atos de manifestações e a conturbada situação política que vive.

Entretanto, com toda a inconstância, as exportações bolivianas subiram mais de 29% de janeiro a abril de 2021 — em comparação ao mesmo período do ano anterior — alcançando a marca de US$ 452 milhões.

Agora, vamos nos aprofundar um pouco mais nesse assunto; então, pegue o seu café e vamos aos fatos e dados! ☕

Exportações para a Bolívia

As exportações bolivianas têm caído de forma muito considerável nos últimos anos e isso se deve basicamente às disputas políticas da região e sua crise, o que faz com que o país compre menos produtos brasileiros. 

No ano de 2020, a queda nas exportações foi de mais de 27%, tendo gerado em receita ao Brasil, um total de US$ 1,025 bilhão. O valor em 2019 havia sido de 1,41 bilhão.

O país foi o 38º principal destino das exportações brasileiras no ano de 2020, tendo uma participação de 0,5% nas exportações. 

Em 2021, as exportações subiram, em comparação ao mesmo período do ano de 2020, houve um aumento de 29,7%. No ano, até abril as exportações chegaram a US$ 452 milhões.

Principais produtos exportados para a Bolívia

A seguir, você irá conferir quais foram os principais produtos exportados para a Bolívia.

Produtos exportado % Valor FOB US$
Barras de ferro e aço, barras, cantoneiras e perfis (incluindo estacas-prancha) 8,7 89,3 milhões
Outros produtos comestíveis e preparações 4,8 49,7 milhões
Demais produtos – Indústria de Transformação 4,7 48,5 milhões
Papel e cartão 2,9 30,0 milhões
Máquinas agrícolas (com exceção de tratores) e suas partes 2,5 25,6 milhões

Fonte: Comexstat

Barras de ferro e aço, barras, cantoneiras e perfis foram os principais produtos exportados para a Bolívia no ano de 2020, gerando ao Brasil uma receita de US$ 89,3 milhões. Papel e cartão aparecem como o 4º principal produto exportado para a Bolívia, representando 2,9% das exportações para o país.

Balança Comercial Brasil x Bolívia

A balança comercial entre Brasil e Bolívia, teve então déficit de US$ – 53,6 milhões no ano de 2020, conforme dados do ComexVis. 

Para ilustrar:

exportacoes-para-a-bolivia-balanca-comercial

Fatos da Bolívia: crise política

É de conhecimento público a crise política que a Bolívia vem enfrentando. Em um domingo, dia 10 de novembro de 2019, o Presidente que atuava na época, Evo Morales, renunciou à Presidência da Bolívia. Seu mandato começou em 2006, e permaneceu desde então, até que, nas últimas eleições, a reviravolta começou. Além de ser acusado de fraudar as votações, a sua candidatura havia sido contestada, vide que excedia o limite previsto na Constituição boliviana. A opinião pública mudou de lado na mesa; manifestações violentas e protestos tomaram conta do país. Durante todo esse cenário, foram solicitadas as duas revisões da votação, uma mais rápida, superficial, e outra mais lenta. A primeira apuração constatou segundo turno, já a segunda, Evo Morales eleito. Entretanto, a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o governo boliviano anunciaram uma auditoria que, posteriormente, resultou em um relatório que apontava fraude. 

Após a divulgação do relatório, na finalidade de conter a muvuca, Morales decidiu anunciar novas eleições, mas, dadas circunstâncias, não foi suficiente. A oposição, mais do que nunca, permaneceu com os protestos e denúncias, além da perda do apoio de militares, os quais contestavam a decisão de reprimir as manifestações. A pedidos de chefes do Estado, Evo Morales cedeu e renunciou o cargo. 

O atual problema enfrentado, desde todo o rebuliço causado, é que não há previsão para novas eleições. Desde a renúncia, a segunda vice-presidente do Senado tomou posse, porém, ainda há instabilidade no cenário político do país.

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Resumo

Sinara Bueno

Despachante Aduaneira, formada em Comércio Exterior e empreendedora. Apaixonada por criar e inovar no Comex! Trabalhou na área de importação e exportação de indústrias, consultorias de comércio exterior e, nos últimos anos, tem se dedicado aos sistemas para comex. É co-founder da Fazcomex Tecnologia para comércio exterior.

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